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Pensando sobre regra e exceção Agosto 29, 2008

Posted by Lygia de Luca in música, prato do dia.
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A poesia que tem preenchido algumas reflexões de hoje, em um post pessoal. É, pessoal.

“Antes que o tempo, a Clave
De, Fá, Dós e Si, Lá, Sóis
Antes da noite, uma tarde
Pra cada um de nós
Antes do barco, a chuva
Antes da roda, o frio
Antes do vinho, a uva
E a fruta que não caiu

Fez dessa Terra um cenário
Pras peças que nos pregaram
Fez bico de pena e diário
Pra escrevermos a regra e a exceção

Criou o perdão e o pecado
Criou a dor e o prazer
Criamos o certo e o errado
E o orgulho pra nos esconder
Do que prevalece em nós…

Antes que o tempo, a clave
Sustenidos e bemóis
Antes do inteiro, a metade
Uma outra parte de nós
Antes do vôo, o tombo luta pra não chorar
Antes tarde do que nunca, pra nunca mais demorar
Antes do homem o medo
Antes do medo o amor
Antes do amor a dúvida
Pois nem Deus sabe quem criou
E o que prevalece em nós

Exílios calados quimeras que exalam sós

E tudo que eu criar pra mim
Vai me abraçar de novo semana que vem

E tudo que eu criar pra mim
Vai me abraçar de novo
Vai me negar também
semana que vem

Antes que o tempo acabe…”

(a primeira semana – o teatro mágico)

Furtos no TIM Festival publicados nos Guias da Folha e Estado de SP Novembro 11, 2007

Posted by Lygia de Luca in música, toma essa!.
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Saiu no Guia da Folha de São Paulo e na “Quanta Gentileza”, no Guia do Estado de São Paulo – ambos desta sexta-feira (09/11) – , a negligência da organização do Tim Festival em me auxiliar quando aconteceram os furtos na pista do evento.

Pois é, quando eu já havia perdido as esperanças e achei que a imprensa não divulgaria, engoli a decepção.

O Estadão lembrou o Tim apenas com o meu caso. Na Folha, também lembraram os cadeirantes com ZERO de atenção e foi publicada a resposta da Factoria Comunicação, assessoria de imprensa do evento:

“A produção do evento esclarece que cumpriu todas as medidas preventivas de segurança, entre elas, a colocação de detectores de metais em todos os portões, a revista do público na entrada e a presença maciça de seguranças no local. Quando há ocorrência de furtos, os seguranças são orientados a ajudar a vítima no registro de ocorrência no posto policial. A produção esclarece ainda que está à disposição para colaborar com os órgãos competentes sempre que solicitada.”

Além de não conseguir administrar a crise com tantas polêmicas e reclamações após o Tim Festival, a Factoria Comunicação saiu pela tangente publicamente.

FEIO, muito feio. Mas justo que todos os leitores dos grandes jornais de São Paulo tenham ficado sabendo mais um vacilo (de muitos, muitos outros) que ocorreu no Tim Festival.

Conclusão do TIM Festival Novembro 4, 2007

Posted by Lygia de Luca in música, pra aprender que a vida não é fácil.
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Assim que chegou o feriado de Finados, eu decidi: fim da história do TIM Festival.
Por quê?
Simples: eu tentei de muitas formas resolver o caso e não consegui. Pastei em todos os momentos: pra fazer BO, pra tentar resolução por meio da assessoria do evento – eles não têm nada a ver com isso, me disseram com palavras claras que os responsáveis são a organização.

Ao ligar para a organização, ninguém atende. Claro, tanta gente reclamando sobre os horários, quem foi furtado acabou ficando pra trás. Não desmereço quem ficou bicudo com os atrasos, afinal eu também fiquei.
Mas desmereço completamente a imprensa, pois não vi em destaque nenhum tipo de reclamação sobre furtos ou afins. Muitos reclamaram na comunidade do Orkut que tiveram suas máquinas danificadas e celulares furtados na pista.
E aí nos Guias que saíram na sexta, havia só reclamações sobre a falta de destilados e o line-up com horários desrespeitosos.
Talvez seja aceitação mesmo. Afinal, ser assaltado, roubado e furtado no Brasil é tranquilo. Levar tiro no tórax de bala perdida também é praticamente normal.

Por isso mesmo decidi abandonar quaisquer apegos e simplesmente seguir.
Se não há justiça de nenhumas as partes, só o que me resta é o tradicional: entrar em dívida pra ressarcir os prejuízos.

E posts mais felizes daqui em diante, claro.

Furtos no Tim Festival Outubro 30, 2007

Posted by Lygia de Luca in absurdo, impressionante, música.
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Ganhei ingresso pra ver a Björk, no tal Tim Festival. E lá, o que era sonho virou pesadelo.

Começou que umas pessoas entraram com câmera na mão, enquanto outras, como eu, tiveram que abandoná-la à própria sorte em um saco plástico. Vários destes, empilhados como lixo em caixas de papelão.

Pois é, cuidado foi zero, tanto que saí de lá sem lenço nem documento.
Aliás, eu entrei no Tim Festival e, uma hora depois, creio que já estava assim.
Algum segurança ou policial (de muitos que estavam lá só pra azucrinar) ajudou?
Não.
Fizeram cara de paisagem ao ouvir a frase “fui roubada” e se recusaram até a dizer, pelo rádio onde deviam rolar só piadas, que objetos meus podiam ser entregues por alguém honesto. Nem isso, ou seja, não houve uma única esperança de “retire na saída”.

O controle das câmeras era feito por uma comanda patética. Lembro que, em um show dos Los Hermanos, em que era proibido entrar com guarda-chuva, os objetos eram retidos por um processo mais simples e seguro: anotava-se o número do RG em uma etiqueta colada ao mesmo, que só era retirado com o documento original.
E eram só guarda-chuvas, não câmeras digitais.

E lá no almoxarifado digital, um Fábio me explicou que seria impossível que eu encontrasse a minha no meio de milhares ali (após muita insistência), e aconselhou que eu esperasse até o fim do Festival e curtisse a noite.
Claro, pois The Killers entrou 4 da matina e ninguém tem mais o que fazer, né?

Aliás, vale ressaltar que, enquanto eu manifestava meu desespero de perda total num evento tosco com intervalos gigantes entre artistas, alguém da organização discutia com outro alguém algo como: “Precisamos criar uma regra, liberamos ou não. Tem um monte de gente lá dentro com câmera, ou liberamos todas ou não deixamos entrar nenhuma”. Mas aparentemente a conclusão foi zero.

De qualquer forma, minha carteira foi devolvida em um banco Itaú (já que havia um cartão da agência dentro), mas sem o ticket da câmera – que conferi ao ligar pra organização: “não sobrou nenhuma”, disse o Fábio, me consolando com um “isso acontece mesmo”.

Creio, afinal, que todos que estavam ali eram muito necessitados, embora honestos, e não iriam perder a oportunidade de agarrar dinheiro vivo e um ticket de uma Sony de 6 megapixels para si.

Fora estes furtos, outros muitos: a comida estava cara, e muito.
“Como assim? Eu preciso beber, eu vou lá avisar que preciso beber água e que está caro”, me disse um amigo.
Pegar uma bebida era uma jornada interestelar quase impossível. Sem contar quem foi e voltou da tentativa de comer uma pizza sem ninguém avisar que tinha acabado.
Decepção também ficar sentada feito mané aguardando uma hora pro show pós-Björk começar.

Mas os ingressos não estavam 200 reais pra pista e 400, pra área VIP?
Estavam, e foi por isso que eu não ia caso não tivesse gano o presente de última hora.
O mínimo que devia ter havido é respeito – mas não, a organização deixou isto fora da lista de obrigações para um festival com público de 20 mil pessoas.

Amontoá-las feito animais no Anhembi já estava de bom tamanho.

Neste blog, chamaram o Tim Festival de “O Problema é seu”, muito justamente.
No Blue Bus, um desabafo: “O Tim Festival não foi feito pra mim“.
E no Revoluttion (indicação do Gui), um review competente de quem conhece o Tim Festival e sabe o quão ele foi fraco este ano.

Mas justiça seja feita: Björk me fez esquecer quaisquer incompetências inerentes ao ridículo evento. “Don’t let them do that to you”, aos gritos, o momento “rave” no meio do show e um instante que ela parou de braços abertos, para o alto, e a platéia toda imitou.
E ainda uma chuva de papel. Belíssimo espetáculo.

(Foto de Alexandre Schneider/UOL)
Leia o formal review do Fernando Kaida com mais detalhes da pequenina no UOL Música.