Justiça pode tirar WordPress do ar, no mesmo estilo Cicarelli Abril 9, 2008
Posted by Lygia de Luca in absurdo, cicarelli, wordpress.1 comment so far
Pois é, o novo caso, onde a 31ª Vara Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo pede o bloqueio de um blog criminoso hospedado no WordPress, bem lembra quando os mesmos “pouco inteligentes justiceiros digitais” tiraram o YouTube do ar graças ao vídeo de Daniela Cicarelli transando com seu namorado em uma praia da Espanha.
A URL, mantida em sigilo de justiça, pode levar todos os blogs do WordPress a saírem do SIM. Isto porque tecnicamente não dá pra bloquear só uma URL – ou seja, todos os blogs hospedados aqui irão pra cucuia.
Mas que beleza! Tudo isso só porque eu postei, em tempo recorde (digo por mim, claro), a quantidade exorbitante de DOIS posts, e sentia um enorme auto-orgulho.
POXA VIDA, é difícil não afetar quem não tem culpa? Afinal, tem culpa eu?
Bom, qualquer coisa… ADEUS.
A gente se vê no restaurante no fim do universo.

Crédito da imagem: Flickr de haani.
Furtos no Tim Festival Outubro 30, 2007
Posted by Lygia de Luca in absurdo, impressionante, música.9 comments
Ganhei ingresso pra ver a Björk, no tal Tim Festival. E lá, o que era sonho virou pesadelo.
Começou que umas pessoas entraram com câmera na mão, enquanto outras, como eu, tiveram que abandoná-la à própria sorte em um saco plástico. Vários destes, empilhados como lixo em caixas de papelão.
Pois é, cuidado foi zero, tanto que saí de lá sem lenço nem documento.
Aliás, eu entrei no Tim Festival e, uma hora depois, creio que já estava assim.
Algum segurança ou policial (de muitos que estavam lá só pra azucrinar) ajudou?
Não.
Fizeram cara de paisagem ao ouvir a frase “fui roubada” e se recusaram até a dizer, pelo rádio onde deviam rolar só piadas, que objetos meus podiam ser entregues por alguém honesto. Nem isso, ou seja, não houve uma única esperança de “retire na saída”.
O controle das câmeras era feito por uma comanda patética. Lembro que, em um show dos Los Hermanos, em que era proibido entrar com guarda-chuva, os objetos eram retidos por um processo mais simples e seguro: anotava-se o número do RG em uma etiqueta colada ao mesmo, que só era retirado com o documento original.
E eram só guarda-chuvas, não câmeras digitais.
E lá no almoxarifado digital, um Fábio me explicou que seria impossível que eu encontrasse a minha no meio de milhares ali (após muita insistência), e aconselhou que eu esperasse até o fim do Festival e curtisse a noite.
Claro, pois The Killers entrou 4 da matina e ninguém tem mais o que fazer, né?
Aliás, vale ressaltar que, enquanto eu manifestava meu desespero de perda total num evento tosco com intervalos gigantes entre artistas, alguém da organização discutia com outro alguém algo como: “Precisamos criar uma regra, liberamos ou não. Tem um monte de gente lá dentro com câmera, ou liberamos todas ou não deixamos entrar nenhuma”. Mas aparentemente a conclusão foi zero.
De qualquer forma, minha carteira foi devolvida em um banco Itaú (já que havia um cartão da agência dentro), mas sem o ticket da câmera – que conferi ao ligar pra organização: “não sobrou nenhuma”, disse o Fábio, me consolando com um “isso acontece mesmo”.
Creio, afinal, que todos que estavam ali eram muito necessitados, embora honestos, e não iriam perder a oportunidade de agarrar dinheiro vivo e um ticket de uma Sony de 6 megapixels para si.
Fora estes furtos, outros muitos: a comida estava cara, e muito.
“Como assim? Eu preciso beber, eu vou lá avisar que preciso beber água e que está caro”, me disse um amigo.
Pegar uma bebida era uma jornada interestelar quase impossível. Sem contar quem foi e voltou da tentativa de comer uma pizza sem ninguém avisar que tinha acabado.
Decepção também ficar sentada feito mané aguardando uma hora pro show pós-Björk começar.
Mas os ingressos não estavam 200 reais pra pista e 400, pra área VIP?
Estavam, e foi por isso que eu não ia caso não tivesse gano o presente de última hora.
O mínimo que devia ter havido é respeito – mas não, a organização deixou isto fora da lista de obrigações para um festival com público de 20 mil pessoas.
Amontoá-las feito animais no Anhembi já estava de bom tamanho.
Neste blog, chamaram o Tim Festival de “O Problema é seu”, muito justamente.
No Blue Bus, um desabafo: “O Tim Festival não foi feito pra mim“.
E no Revoluttion (indicação do Gui), um review competente de quem conhece o Tim Festival e sabe o quão ele foi fraco este ano.
Mas justiça seja feita: Björk me fez esquecer quaisquer incompetências inerentes ao ridículo evento. “Don’t let them do that to you”, aos gritos, o momento “rave” no meio do show e um instante que ela parou de braços abertos, para o alto, e a platéia toda imitou.
E ainda uma chuva de papel. Belíssimo espetáculo.

(Foto de Alexandre Schneider/UOL)
Leia o formal review do Fernando Kaida com mais detalhes da pequenina no UOL Música.