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Pensando sobre regra e exceção Agosto 29, 2008

Posted by Lygia de Luca in música, prato do dia.
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A poesia que tem preenchido algumas reflexões de hoje, em um post pessoal. É, pessoal.

“Antes que o tempo, a Clave
De, Fá, Dós e Si, Lá, Sóis
Antes da noite, uma tarde
Pra cada um de nós
Antes do barco, a chuva
Antes da roda, o frio
Antes do vinho, a uva
E a fruta que não caiu

Fez dessa Terra um cenário
Pras peças que nos pregaram
Fez bico de pena e diário
Pra escrevermos a regra e a exceção

Criou o perdão e o pecado
Criou a dor e o prazer
Criamos o certo e o errado
E o orgulho pra nos esconder
Do que prevalece em nós…

Antes que o tempo, a clave
Sustenidos e bemóis
Antes do inteiro, a metade
Uma outra parte de nós
Antes do vôo, o tombo luta pra não chorar
Antes tarde do que nunca, pra nunca mais demorar
Antes do homem o medo
Antes do medo o amor
Antes do amor a dúvida
Pois nem Deus sabe quem criou
E o que prevalece em nós

Exílios calados quimeras que exalam sós

E tudo que eu criar pra mim
Vai me abraçar de novo semana que vem

E tudo que eu criar pra mim
Vai me abraçar de novo
Vai me negar também
semana que vem

Antes que o tempo acabe…”

(a primeira semana – o teatro mágico)

Minhas férias : a escolha certa Agosto 17, 2008

Posted by Lygia de Luca in Uncategorized.
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O infinito mágico. A humildade. Afinal, quem somos nós diante de um céu onde não parecem caber tantas estrelas ou a mancha da via láctea acima de sua cabeça?

Daí, no meio de uma ilha paradisíaca onde poucos chegam, só há um buraco para suas necessidades. E: precisa mais?

Pois tudo acontece sob um céu que parece pintura, a paisagem que Dalí ou Picasso desconfigurariam. Mas é real – e trancende explicações.

Ali a magia existe por si só, no banho que o rio Tocantins dá às margens de areia e aos privilegiados presentes na região – vieram para celebrar.

A festa une uma família pela beleza e psicodelia da natureza, e oferece música sem parar para a celebração a correr pela dança, unindo corpos pelo sol latente e noites de vento.

Isso tudo compõe uma comunidade que ali se abriga para libertar-se com a dança. A batida, que incentiva o coletivo rítmic – pulsar, faiscar – transita junto à luz da natureza, dando vida extra e combustível aos humanos ali retirados pela paz.

Cada novo sorriso, passo fundo na areia e bebida gelada, um sabor, um som, uma cor.

Já não bastasse tudo aquilo, a última noite ainda reservava uma surpresa: click. O caminho para São Luis e Lençóis, então, teve mais suspiros.

E no salto das sacadas e charmosas janelas do centro histórico da capital maranhense, a descoberta e azulejos portugueses e construções neoclássicas ou barrocas.

Daí veio o inacreditável: um deserto com vegetação e lagoas azuis. A visão infinita da divindade mora ali, só para deslumbrar os olhos de visitantes com uma das mais impressionantes obras da natureza. Como pode? E pode!

Nas águas cristalinas, azuladas ou esverdeadas, então, sabe-se que ocorre uma limpeza. Olhar para os lados, de dentro de uma lagoa, é sintetizar a beleza da Lua em um segundo. São devastadoras horas de espetáculo.

O sol, então, se põe, entre dunas de areia fofa e crateras cheias de água.

São os momentos mais perfeitos de toda uma vida. Aí, chega-se à conclusão de ter feito as escolhas certas.