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Furtos no Tim Festival Outubro 30, 2007

Posted by Lygia de Luca in absurdo, impressionante, música.
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Ganhei ingresso pra ver a Björk, no tal Tim Festival. E lá, o que era sonho virou pesadelo.

Começou que umas pessoas entraram com câmera na mão, enquanto outras, como eu, tiveram que abandoná-la à própria sorte em um saco plástico. Vários destes, empilhados como lixo em caixas de papelão.

Pois é, cuidado foi zero, tanto que saí de lá sem lenço nem documento.
Aliás, eu entrei no Tim Festival e, uma hora depois, creio que já estava assim.
Algum segurança ou policial (de muitos que estavam lá só pra azucrinar) ajudou?
Não.
Fizeram cara de paisagem ao ouvir a frase “fui roubada” e se recusaram até a dizer, pelo rádio onde deviam rolar só piadas, que objetos meus podiam ser entregues por alguém honesto. Nem isso, ou seja, não houve uma única esperança de “retire na saída”.

O controle das câmeras era feito por uma comanda patética. Lembro que, em um show dos Los Hermanos, em que era proibido entrar com guarda-chuva, os objetos eram retidos por um processo mais simples e seguro: anotava-se o número do RG em uma etiqueta colada ao mesmo, que só era retirado com o documento original.
E eram só guarda-chuvas, não câmeras digitais.

E lá no almoxarifado digital, um Fábio me explicou que seria impossível que eu encontrasse a minha no meio de milhares ali (após muita insistência), e aconselhou que eu esperasse até o fim do Festival e curtisse a noite.
Claro, pois The Killers entrou 4 da matina e ninguém tem mais o que fazer, né?

Aliás, vale ressaltar que, enquanto eu manifestava meu desespero de perda total num evento tosco com intervalos gigantes entre artistas, alguém da organização discutia com outro alguém algo como: “Precisamos criar uma regra, liberamos ou não. Tem um monte de gente lá dentro com câmera, ou liberamos todas ou não deixamos entrar nenhuma”. Mas aparentemente a conclusão foi zero.

De qualquer forma, minha carteira foi devolvida em um banco Itaú (já que havia um cartão da agência dentro), mas sem o ticket da câmera – que conferi ao ligar pra organização: “não sobrou nenhuma”, disse o Fábio, me consolando com um “isso acontece mesmo”.

Creio, afinal, que todos que estavam ali eram muito necessitados, embora honestos, e não iriam perder a oportunidade de agarrar dinheiro vivo e um ticket de uma Sony de 6 megapixels para si.

Fora estes furtos, outros muitos: a comida estava cara, e muito.
“Como assim? Eu preciso beber, eu vou lá avisar que preciso beber água e que está caro”, me disse um amigo.
Pegar uma bebida era uma jornada interestelar quase impossível. Sem contar quem foi e voltou da tentativa de comer uma pizza sem ninguém avisar que tinha acabado.
Decepção também ficar sentada feito mané aguardando uma hora pro show pós-Björk começar.

Mas os ingressos não estavam 200 reais pra pista e 400, pra área VIP?
Estavam, e foi por isso que eu não ia caso não tivesse gano o presente de última hora.
O mínimo que devia ter havido é respeito – mas não, a organização deixou isto fora da lista de obrigações para um festival com público de 20 mil pessoas.

Amontoá-las feito animais no Anhembi já estava de bom tamanho.

Neste blog, chamaram o Tim Festival de “O Problema é seu”, muito justamente.
No Blue Bus, um desabafo: “O Tim Festival não foi feito pra mim“.
E no Revoluttion (indicação do Gui), um review competente de quem conhece o Tim Festival e sabe o quão ele foi fraco este ano.

Mas justiça seja feita: Björk me fez esquecer quaisquer incompetências inerentes ao ridículo evento. “Don’t let them do that to you”, aos gritos, o momento “rave” no meio do show e um instante que ela parou de braços abertos, para o alto, e a platéia toda imitou.
E ainda uma chuva de papel. Belíssimo espetáculo.

(Foto de Alexandre Schneider/UOL)
Leia o formal review do Fernando Kaida com mais detalhes da pequenina no UOL Música.

Peculiaridades da Coréia do Sul Outubro 27, 2007

Posted by Lygia de Luca in prato do dia, tecnologia.
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Meu amigo Bob Kerr, que está neste país estudando e se divertindo – com mais intensidade a segunda opção, provavelmente -, mantém os amigos tupiniquins informados com fotos e vídeos peculiares.

No Flickr dele, dá pra ver algumas aventuras gastronômicas. São visões, na real, porque o covarde não comeu nada vivo nem besouros cozidos. No Braun Café, há mais detalhes sobre esta exótica culinária ‘a la Bob’.

Creio que todos conheçam a fama dos vasos sanitários da região oriental. Logo, Bob querido fez questão de registrar um teste, simulando a presença de sua bunda em uma privada super high tech.
E claro, compartilhou conosco o que seria um mero assento traseiro para sua bunda caso ela estivesse em um banheiro da Coréia do Sul:

Preciso não querer Outubro 26, 2007

Posted by Lygia de Luca in adoro!, futilidades.
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Pra quem não conhece, o site “I want one of those” é um prato cheio pros momentos consumistas e 100% desnecessários.
Quer? Quer.
Precisa? Claro que não.
Fiquei apaixonada, porém, por alguns itens logo de cara e agora acabo de descobrir outro item de primeira desnecessidade: o Pick Your Nose Cup.

Em seguida encontrei mais e mais objetos de extrema necessidade para quando eu tiver meu próprio lar. Seguem exemplos:
Taças cintilantes pro caso de faltar $$$ pra conta de luz.

Este relógio com as horas ao contrário é só pra causar com os convidados.

Reciclar é viver.

Agora, fala a verdade: imagina ter esta meleca pra recepcionar os amigos? Buuuu!

O (grande?) retorno Outubro 11, 2007

Posted by Lygia de Luca in arte, buuu!.
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Pois é, pois é. Pode tudo ser mais uma farsa ou trapalhada tentativa de retomar o Truísmo.

Para não deixar meus invisíveis (e futuros, pois dessa vez tentarei divulgar) leitores mal acostumados – afinal, sou blogueira meio preguiçosa, na maioria das vezes -, vai que vai apenas uma oportunidade lúdica:

Seja Pollock você mesmo no site em que o mouse é o responsável por jorrar tinta – algo que facilita a vida dos artistas sem talento.
Dotado ou não, clica aqui.